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Recordações sobre a vida de Francisco Montezuma

Por Isaac Cardoso

    Nascido em Salvador, no dia 23 de março de 1794, Francisco Jê Acaiaba de Montezuma foi o único visconde de Jequitinhonha. Quando ainda pequeno, era o desejo de seu pai, Manuel Gomes Brandão, que ele se tornasse padre. Por isso ingressou, aos 14 anos de idade, no seminário franciscano.

    Logo após cumprir esta vontade, em 1816, viajou rumo a Portugal, onde ingressaria na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, que terminou em 1821.  Após este período, retornou à Bahia para se tornar um grande defensor da independência, ao lado do baiano Francisco Real, que era editor. Juntos, criaram O Constitucional, que passou a ser uma grande voz entre os baianos.

    Embora tenha nascido em Salvador, foi na cidade de Cachoeira que começou uma carreira de sucesso, ganhando destaque na lista dos heróis na guerra pela Independência do Brasil. Logo após ser proclamada a Independência, mudou seu nome de origem, que era Francisco Gomes Brandão, para Francisco Jê Acaiaba de Montezuma. Juntando assim em seu novo nome a maioria dos elementos que constitui a nação brasileira, em uma homenagem também ao imperador asteca Montezuma, e a palavra Jê, que tem origem indígena.

    Pela participação intensa nas lutas, o imperador Dom Pedro I concedeu-lhe o titulo de barão de Cachoeira, que rejeitou. Em 1823 entrou para a politica, se tornando deputado e indo, assim, para corte. Destacou-se pela maravilhosa oratória que possuía. E logo após foi preso e levado exilado à França, onde passou oito anos.

    Retornando ao Brasil, ocupou um lugar na Assembleia Geral de 1831. Já em 1837 foi feito Ministro da Justiça, em 1851 se tornou Senador e por um período bem curto foi presidente do Banco do Brasil, em 1866. Casou-se com Mariana Angélica de Toledo Marcondes, que morreu em 1836. Em 4 de junho de 1842, casou-se com Francisca Maria de Jesus, a Viscondessa de Jequitinhonha.

    Montezuma foi um grande orador. Advogado e jurista, foi um dos fundadores e o primeiro presidente do Instituto de Advogados do Brasil, hoje conhecida como Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Escreveu varias obras com variados assuntos. Francisco Jê Acaiaba de Montezuma morreu no Rio de Janeiro, no dia 15 de Fevereiro de 1870. Por esta razão, desde 2008 a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), realiza um evento que tem como título Prêmio Francisco Montezuma de Comunicação, que busca todos os anos premiar produções jornalísticas dos alunos, selecionando as melhores produções.

Biografia disponível em:
Acesso em 24 de Novembro de 2015.

RAMOS, Jorginho. Montezuma: A Trajetória de um herói cachoeirano <http://vapordecachoeira.blogspot.com.br/2010/08/montezuma-trajetoria-de-um-heroi.html> Acesso em 24 de Novembro de 2015.

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Inscrições seguem abertas

A professora Talyta Singer enviou uma lista com os 10 melhores trabalhos em Webjornalismo nos anos de 2016 e 2017, mas como esta edição premiará todo o período de maneira unificada, estamos trabalhando para publicar, em breve, a relação definitiva dos cinco indicados na categoria.

Como os concorrentes em Matéria Jornalística já estão definidos (confira na postagem anterior) e até o momento os professores não apresentaram suas indicações, seguem abertas as inscrições, que devem ser feitas pelos próprios estudantes, autores dos trabalhos, nas seguintes categorias:

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